A primeira reunião com uma agência de marketing imobiliário corre quase sempre bem. Mostram exemplos, falam de visibilidade, e a proposta chega dois dias depois com um preço mensal e um contrato de doze meses. Muitos agentes assinam nesse momento sem ter feito as perguntas certas.
Essas perguntas são poucas. Servem para perceber se a agência trabalha para o agente ou para a própria carteira de clientes, o que vai medir e o que acontece quando o contrato acaba.
Este artigo lista essas oito perguntas, os sinais de alerta e o que é razoável esperar ao longo do primeiro ano.
As 8 perguntas a fazer antes de assinar
1. Trabalham com outros agentes na minha zona?
Esta é a pergunta que mais agências evitam. Se a agência tem três clientes no mesmo concelho, está a competir consigo pelas mesmas pesquisas e pelos mesmos três lugares do pack local. Pergunte diretamente e peça a resposta por escrito. A exclusividade territorial resolve o problema, mas poucas agências a oferecem.
2. O que medem e como reportam?
Peça para ver um relatório real de outro cliente, com os dados tapados. O que interessa é saber se medem contactos de proprietários e posições em pesquisas locais, ou se apresentam visitas totais e "alcance". Um relatório útil diz em que posição o agente aparece para "vender casa em [concelho]" e quantos pedidos de contacto chegaram nesse mês.
3. Quem escreve o conteúdo?
Se a resposta for vaga, o conteúdo vai ser genérico ou gerado sem revisão. Pergunte se a pessoa que escreve vai falar consigo sobre a zona e se os textos são assinados pelo agente. O Google e os assistentes de IA valorizam a experiência real do autor, o chamado E-E-A-T, e isso exige conteúdo com o que só o agente sabe.
4. O que acontece ao site e aos conteúdos se eu sair?
Pergunte em nome de quem está registado o domínio, onde está alojado o site e se os textos, as fotografias e a ficha do Google ficam consigo. Há agências que alojam o site num sistema próprio e, à saída, o agente fica com um endereço vazio.
5. Que prazos são realistas?
Uma agência séria não promete resultados no primeiro mês. Em SEO local, os movimentos iniciais aparecem ao fim de alguns meses e dependem da concorrência no concelho. Desconfie de quem garante datas.
6. Tratam da ficha do Google?
A ficha do Google traz uma parte importante dos contactos locais. Pergunte se a agência a otimiza, se define uma rotina para pedir avaliações e se ajuda a responder-lhes. Uma proposta só de site e redes sociais deixa de fora o canal mais direto.
7. Sabem trabalhar a visibilidade nos assistentes de IA?
Cada vez mais proprietários perguntam ao ChatGPT ou ao Google que agente contactar numa zona. Pergunte à agência o que faz para o site ser citado nessas respostas. Se nunca ouviram falar de GEO, vão estar a trabalhar só metade do problema.
8. Podem dar-me referências de agentes a quem já não prestam serviço?
As referências de clientes atuais são sempre boas. As de antigos clientes dizem como correu a saída, se o site ficou com eles e se os resultados se mantiveram.
Que sinais de alerta devem fazer desistir?
Alguns sinais aparecem na proposta ou na primeira conversa e raramente melhoram depois:
- Promessa de primeiro lugar no Google: ninguém controla o Google. Quem promete está a vender uma coisa que não pode entregar.
- Contrato longo sem métricas no texto: doze meses de fidelização sem uma linha sobre o que se vai medir é um contrato feito para proteger a agência.
- Sem acesso às contas: o Google Search Console, a ficha do Google e o alojamento devem estar em nome do agente, com a agência como utilizador.
- Carteira de clientes que inclui os seus concorrentes diretos: volte à primeira pergunta.
O que é razoável esperar em 3, 6 e 12 meses?
Aos três meses, o site deve ter as páginas de zona publicadas, a ficha do Google completa e a primeira rotina de avaliações a funcionar. Já devem existir posições medíveis para as pesquisas principais.
Aos seis meses, as pesquisas menos disputadas do concelho devem começar a trazer visitas, e algumas delas contactos de proprietários. A agência deve mostrar que pesquisas subiram.
Aos doze meses, o agente deve ter uma presença estável nas pesquisas locais do seu concelho, avaliações regulares e algumas citações em respostas de IA. Se ao fim de um ano o relatório continua a falar em "alcance" em vez de contactos, o problema já não está nos prazos.
Na Bluesoft trabalhamos com um agente por concelho e explicamos como funciona antes de qualquer proposta.
Perguntas frequentes
Devo contratar uma agência generalista ou uma especializada em imobiliário?
Uma especializada conhece as pesquisas do setor, os portais e a diferença entre contactos de compradores e de proprietários. Uma generalista tem de aprender isso à sua custa.
É normal a agência pedir um contrato de 12 meses?
É comum, porque o SEO demora. O contrato deve, mesmo assim, dizer o que se mede e o que fica com o agente no fim.
O que devo pedir por escrito antes de assinar?
A propriedade do domínio e dos conteúdos, os acessos às contas, a lista de métricas do relatório e a confirmação de que não trabalham com concorrentes na sua zona.
Como sei se a agência conhece a minha zona?
Pergunte que pesquisas trabalhariam primeiro no seu concelho e porquê. Quem conhece o mercado local responde com exemplos concretos.
Uma proposta mais barata compensa?
Compare-a com as oito perguntas. Sem exclusividade na zona, sem métricas e com o site alojado na agência, sai quase sempre mais cara ao fim de um ano.
Antes de assinar com qualquer agência, uma auditoria gratuita ao seu site e à ficha do Google mostra o ponto de partida.
